segunda-feira, dezembro 26, 2011

Colas e Recortes

Gostaria de atrair sobre mim todas as cores

E tornar-me arco-íris

Engolir todas as notas musicais

E deixar de falar e só cantar

Se pudesse eu queria ser poesia

E ir morar nas almas apaixonadas

Quero tudo o que não sou

Não sou cor, nem música e muito menos poesia.

Sou feita apenas de colas e recortes.DSCN7472

sexta-feira, dezembro 23, 2011

23 de dezembro de 2011

 

MANJEDOURA_NATAL[1][1]

 

Claro que preciso iniciar desejando um perfeito Natal para todos. Sinto-me honrada em ter conquistado tantos amigos.

Com os blogs aumentei em muito a quantidade de amigos e, por sorte, a qualidade continuou a mesma, pois sempre primei na escolha de meus amigos.

Não gostaria de estar em lugar algum, que não fosse esse, escrevendo e conversando com pessoas maravilhosas a quem eu quero desejar santas festas.

Estive meio desconectada, porque meu filho precisou do Note. A falta dele só me afastou do blog, pois escrever eu continuei escrevendo, na maneira convencional, com caneta e papel.

E já enchi paginas, ando mesmo com mania de falar muito, e para não ser mais tagarela ainda, só passei aqui para desejar-lhes BOM NATAL e farei isso.

Que as suas despensas estejam cheias, que a mesa da casa de vocês e de todos os seus familiares, guarde um lugar para o verdadeiro aniversariante do dia.

Que Ele renasça mais uma vez na manjedoura dos nossos corações.

 

FELIZ NATAL – HO HO HO

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Restaura antes e empreendas depois…

Esse diário foi confundido por mim, durante muito tempo, como o meu primeiro livro. Tentei chegar o mais próximo possível à linguagem descritiva e romanceada.

Confesso não ter ficado satisfeita com o resultado final. Não foi atoa que lhe dei muitos finais e até mesmo começos e meios. Inseri poesias e orações e lamentos e canto de vitória, tudo ao mesmo tempo.

Um dia percebi que a minha colcha de retalhos estava com panos  que não combinavam cor, tonalidade, desenho e pior, não havia geometria na peça. Quesito determinante a ser analisado em uma colcha de retalho. E deixei tudo repousar enquanto ainda me restauro.

Hoje como resolvi fazer esse ajuntamento dos diários resolvi dar-lhe enfim a função de diário.  Conservarei o nome, pois ele é o que mais me agrada. Foi soprado, em um dia, de vento fresco em verão quente, lá na casa da minha mãe em Lorena…

 

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Quando perdemos tempo brigando, geralmente dizemos as coisas menos importantes. Conforme a briga prossegue se torna campeonato de roupa suja. Aquele que ajuntar mais, ainda terá que amargar listar as queixas só.

Dentre tantas coisas gritadas as que verdadeiramente deveriam ser tratadas, são esquecidas ou faladas, na ordem totalmente inversa do grau de importância. Com o tempo passam a fazer parte da lista: “as cem coisas que eu mais detesto em você”! Na verdade elas surgiram naturalmente com o hábito da briga, são elas: fugas no trabalho; cuidado exagerado com a limpeza da casa; vários tipos de compulsões.

Às vezes eu acho que vício em trabalho, em alguma droga, em qualquer compulsão, na verdade é apenas uma maneira encontrada para fugir da chata vida a dois. Já que viver junto, passa a ser um constante risco de confronto.

Alguns preferem a frase: Vamos dar um tempo, outros preferem: -  fique um tempo fora, para quem sabe assim, eu sentir saudades de você...

sábado, dezembro 17, 2011

Desfazendo as malas...

 

Deixei de rememorar antigos acontecimentos, se não estiverem por aqui, passam em branco. A esse estado eu chamo de caminhar um passo de cada vez.

Cuidando de cada segundo da minha vida, como se fossem os últimos.

O que tenho deixado para trás vai sendo escrito em alguma folha secreta em algum secreto lugar. Sendo assim deixam de me pertencer também, caem no buraco fundo chamado passado e por lá ficam enterrados.

Coisas que o tempo provou serem descartáveis; dispendiosas demais para serem mantidas, ou que foram pesadas e consideradas tralhas, empecilhos, sobrecargas,  eu as dispensei.

Preocupo-me agora em manter minha alma e o meu espírito em equilíbrio e leveza, na mesma sintonia do universo.

Claro que ainda fico equivocada vez por outra, e me confundo e confundo os outros. Ainda consigo deixar algumas coisas de pernas para o ar.

Mas aprendi enfim, que eu mesmo posso e devo arrumar a bagunça que provoco.

Não deixo mais adormecer a tristeza e o aborrecimento no coração daqueles que amo

Creio ter aprendido o segredo de fazer com que tudo  volte ao normal, com mais rapidez e sem mágoas.

E assim a vida vai passando…malas[1]

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Pedacinhos de mim

Imagem diversas 005Quero o som do silencio, só para ouvir a voz dos livros.

Desejo tão pouco, que nem preciso de tanto para conseguir.

Hoje em dia me cansa muito:

- conversas vazias;

- mostrar interesse por coisas que não me atraem.

- ser impedida de usufruir do essencial.

Minha alma só quer paz; para minha sorte, descobri o caminho que me leva a ela.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Aquele homem triste…

Sibila a serpente

Sapos coaxam sem parar

Movimentada mata

Caminha o homem na imprecisa hora

Reagem os inquietos moradores do lugar

Impropriamente o homem continua em frente

Abutres espreitam-no

Que faz alguém em campo que não é seu?

A noite escura o invadiu

Todos os espaços lhe pertencem

E isso é tudo o que ele julga possuir

Nem as feras ousam encarar

Insetos sentem-se atraídos,

Mas não a ponto de satisfazerem sua sede de sangue

O sangue daquelas veias é frio demais

O homem chegou ao fim

Caminha sem temor

Chegou ao limite do medo e da dor

Por isso pode seguir sem receio

Sepultou finalmente o senso de preservação

Resultado da vida,

Sem limites;

Sem desafios;

Sem respostas.

Com o corpo envolvido em trevas

Caminha o homem que desistiu de tudo

terça-feira, dezembro 13, 2011

D.M

- Por incrível que pareça esse diário contem 74 folhas escritas, e não diz em lugar algum o que quer dizer essa abreviação e não me recordo do porque desse titulo estranho. “D” subentende “diário” “M” só se for de “Meu”, não duvido nada. Já reparei que não sou muito boa para nomeações, mas vamos a prosa...

Sábado tranquilo

Estou em casa sozinha, com gripe e com um pouquinho de preguiça. Não sei dizer se estou de fato com preguiça ou o corpo por estar gripado demais não quer ficar em movimento, seja como for, aproveitava uma e outra (gripe e preguiça), e assistia, concentradamente, TV, e foi assim que fiquei sabendo que, o homem considerado o mais velho do mundo, havia morrido no dia anterior.

A jornalista prosseguia e eu não a acompanhava mais, prestava apenas atenção na fisionomia elegante do homem mais velho do mundo. O que mais me atraia era saber que aquele homem, por ter vivido tanto, conseguira presenciar algumas grandes guerras; participara de nascimentos e mortes; coroações de reis e rainhas, mortes de papas. Será que valera a pena viver tanto? Essa era a minha pergunta.

Olhava atentamente a última imagem que haviam feito dele. Ele aparecia sentado em uma cadeira de rodas, o ombro esquerdo tombado. O rosto era sério e ainda bonito, ele falava alguma coisa. Parei de olhar o porte físico e concentrei-me em suas palavras, mas era tarde demais, não sei o que ele disse. Deve ter sido algo marcante, pois a jornalista concluía a matéria afirmando, que ele vivera até o último dia de sua vida totalmente lúcido.

Valera a pena viver tanto, já que a mente não se apagara com o tempo.

Creio que  provinha dai seu  porte elegante. Seu rosto inteligente era vivaz, sulcado de marcas, mas conservando um frescor de alguém que raciocina e pensa. Aquele homem vivera muitas vidas em uma só.

Depois de contemplar alguém com o dobro da minha idade, animado, lúcido e com vigor que levou até o ultimo dia de vida,  abandonei de vez a preguiça e resolvi ir à luta.

Enquanto estamos vivos é preciso trabalhar e viver intensamente do contrário terá sido perda de tempo e gasto de energia atoa.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Segunda feira

– o casamento foi divino, e isso abrange tudo. Foi perfeito! Daqueles acontecimentos inesquecíveis. Sinto-me tranquila agora, e algumas fotos já estão no facebook, portanto voltemos aos diários, pois quero apresentar um escrito que tem um pouco a aparência de delírio. Adianto que não é delírio, não foi escrito nesse estado, e o assunto é longo…

 

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Coisas Novas

Numa mesma velha casca, em mesmo velho invólucro, mas em odre novo.

Como bom vinho, bom perfume, bom entendedor.

Antiga percepção das coisas, mesmo antigo hábito, mesma correrias, mas em corpos restaurados, em espíritos fortes e resolutos.

Mesmo velho coração, mesmos órgãos, alguns doentes, mas em nova alma.

Sentir os mesmos perfumes, mas aprofundar o sentido do faro, para poder apreciar as fragrâncias em suas raízes.

Amar desesperadamente ainda o mar, as estrelas, o firmamento enfim, mas com novas perspectivas. Tendo convicção de que são atingíveis.

Percorrer montanhas e montes, vales e estradas, mas com passos novos e com um olhar totalmente renovado e harmônico no conjunto da obra.

Sentir a plenitude de estar viva. Saber-se viva! E fazer disso a plenitude do contentamento.

Melhor hora, melhor década, melhor ano é sempre aquele que estamos vivendo.

Sempre é tempo de passar tudo a limpo, até o próprio nascimento.

O tempo é agora! Esta é a hora, ainda dá tempo de consertar um bocado de corações. Pertenço à geração dos que estão vivos.

Coisas novas boas cabem bem em qualquer idade, em qualquer religião, em qualquer comunidade, em qualquer tribo, em qualquer mãe, em qualquer filha, em qualquer amigo...

Se antes eu não me importava, hoje me importo! Amor renovado é amor dobrado! E dobro é sempre melhor que unidade, é uma boa medida transbordante.

Esta é a vantagem de descobrir a liberdade, algumas vezes ela é tão sutil que nem não nos damos conta do bem que nos trás e faz.

Não é preciso asas para voar, asas pesam. Quem voa não precisa de acessório algum, voam naturalmente...

Os que voam o fazem até conversando. Por vezes o falante não nota que o seu ouvinte foi embora. Sem o peso das asas, se voa ao sabor do vento.

Cuidado! Se for vento sul, como temos por aqui, será difícil demais retornar. Ainda mais se o falante for alguém cansativo.

Pessoas renovadas podem ser como um vendaval na vida dos outros. Tiram tudo do lugar, desarranjam os moveis, remexem os papeis, queimam canhotos antigos.

Cartas que antes eram tão importantes, de repente perdem toda a importância.

Pessoas renovadas podem trazer muitos prejuízos, pois elas retiram um a um os véus que cobrem o sossego, ai reside o perigo.

As dividas por vezes ficam tão sossegadamente entre as pessoas, que passam a fazer parte de suas vidas. Tornam-se tão íntimas que sentam a mesa na hora das refeições. Algumas são tão antigas e permanentes que dormem e acordam com a gente e nem bom dia mais dá, de tão íntima...

As pessoas renovadas puxam-nas e as confrontam. E decidem saldá-las uma a uma.

Parecerá a primeira vista que a nova criatura enlouqueceu, pois ela paga as dívidas mais antigas. As que já faziam parte da família, aquela que todos se habituaram.

E renovação financeira se dá com o pagamento das mais antigas dividas.

Quando uma única pessoa resolve renovar sua vida, ela renova milhares de vidas. Na verdade somos “como” atrelados a outras pessoas, e que bom que é assim, pois quando nos renovamos, eles se renovam também. Automaticamente, ou porque eu passei a ter um olhar renovado sobre eles, não importa, quando eu mudo, ele/ela mudam!

Uma única pessoa disposta a mudar tudo dentro de si, pode mudar o mundo ao seu redor.

Somente revolucionários são capazes de renovar o mundo.

Imagine canalizar toda essa energia positiva renovada, em função do bem... Uau; seria bem demais, ops, bom demais!

“Antes de começar o trabalho de mudar o mundo, dê três voltas dentro de sua casa.”

(Provérbio Chinês)

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Síndrome da Mãe da Noiva

Pronto achei “Novidades”, esse deve estar tão desatualizado, já que estava bem escondido. De novidades só o nome. Mas ele foi escrito em novidade de alma. Isso faz uma diferença.

Para que ele não se torne assim tão sem nada novo, vou registrar em primeiríssima mão; ao menos no blog, que minha filha se casa sábado na Igreja do Carmo, em Coqueiros.

Estou transbordando de alegria e como “mãe da noiva”, eu não aparecerei amanhã, talvez nem domingo, (ainda não sei quanto a domingo), mas sábado com certeza, pois estarei cumprindo o solene papel de mãe da noiva. E não me digam que isso não é muito legal, pois só quem já foi mãe de noiva, sabe o quanto isso é legal.

Minha amiga Leda quase teve um piripaqui uma semana antes de desempenhar esse papel. Foi preciso que uma amiga em comum, a Eliza saísse daqui e fosse socorrê-la. Como essa minha amiga tem alguns piripaques, porque ela é muito chique, e a Eliza socorre mesmo quem precisa, não dei tanta importância ao fato, mas quero me redimir com minha amiga e dizer-lhe: ser mãe da noiva é muito incrível mesmo!

Afinal de contas nossas meninas compartilham com Deus e com as pessoas presentes, que encontraram o amor. Que os dois se amam tanto a ponto de desejarem que se registre no céu. Vi o quanto nos sentimos orgulhosas, por tê-las criado com tanta nobreza, a ponto de desejarem partilhar com os outros quando amam.

Nossas meninas quando casam mostram o quanto são corajosas.

Os noivos, e os pais dos noivos, acreditam que Deus liga no céu o que o sacerdote liga na terra. E por isso escolhemos a bela Paroquia de Nossa Senhora para esse magnifico momento. Porque eu sei que é amor...

Acho tão misterioso, maravilhoso, forte e profundo o momento em que um casal diz SIM!

E foi assim que me tornei mãe de noiva, feliz, mas um bocadinho ansiosa. Ser mãe de noiva é uma responsabilidade e tanto! Ainda mais que nos vemos em seu lugar.

 

Bjus e depois colocarei fotos do casamento. vestido noiva[1]

quinta-feira, dezembro 08, 2011

“Escritos do caderno”

Como o nome bobinho sugere, esse diário foi criado apenas para digitalizar os escritos que se avolumavam em cadernos.

Cinco ou mais cadernos completos, e mais folhas soltas. Resultado de um tempo em que fiquei sem note book.

Acontece que depois que a gente escreve, não existe essa história de passar a limpo. Tentei dar continuidade, mas preciso neutralidade nessa hora, eu não consegui copiar e não corrigir ao mesmo tempo.

Quando ficou difícil manter a guarda quanto a linha do tempo, resolvi parar. A partir de agora vou aproveitar e colar esse  ao amontoados de coisas, parece-me o lugar ideal.

 

22/12/2008

Olhava álbuns de fotografias, onde meus filhos pequenos me sorriam. Há muitas fotos deles e poucas minhas. Invariavelmente era eu quem os fotografava. Cada álbum conta uma história diferente. São muitas, e vão do nascimento ao advento das fotos digitalizadas. Encontro-me algumas vezes inserida aqui e ali, e mesmo assim é como se eu continuasse por trás da máquina. Já que sei cada rosto, cada expressão e alguns motivos. A vida é basicamente feita de sonhos, se a gente não bater fotos nesse interim, esquece até que viveu. E pensará mais tarde que sonhou. Assim são os registros por escrito, eles também cumprem a missão de avisar que estamos vivos e acordados. Os demais momentos que passam sem registro, são apenas sonhos picados e mal dormidos. Entrecortados e ilógicos. Ainda continuo sonhando coisas boas para todos nós. E as fotos dos meus filhos me sorriem, mesmo as digitalizadas. Outra hora eu quero escrever a respeito do sorriso deles, por agora vou parar, estou em preparativos...

DSCN0688

 

 

 

E veio a noite... Clara e quente

 

E veio a manhã... Aberta em sol

 

E veio à tarde... Extasiada da claridade quente do sol da manhã.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Ainda Enumerando…

O nome deveu-se aos algarismos romanos correspondentes à ordem de entrada dos assuntos, mais nada...

Procurei manter a prosa das mais variadas. Pertence a classe dos diários, que além da função de ouvinte, tem direito e obrigação de opinar.

Inclusos assuntos variados tais como,  programas de televisão, copa do mundo, saídas e entradas de novos anos, por essa razão preciso de interação. 

 

LVIII – Domingo de Carnaval – sinto-me inspirada…

Desconfio que a senhora inspiração esteja circulando por todas as avenidas da arte.

Se eu tocasse diversos instrumentos, hoje seria o dia ideal para formar minha orquestra uma musicista só tocando todos os instrumentos. Uau!

Se eu fosse pintora, haveria agora uma variedade de tonalidades de tintas na palheta, e as utilizaria nas diversas telas em branco espalhadas a frente. Poxa!

Se eu fosse atriz, estaria pantominando.

Se eu fosse escultora haveria bustos em cera, bronze, madeira todos sendo cinzelados ao mesmo tempo.

Se eu fosse bailarina aproveitaria para realizar melhores saltos, e dançaria muito e tanto, a ponto de esquecer a ausência das asas.

Se eu fosse cantora, seria o dia ideal para gravar meu DVD sem erro e de uma vez só.

E se eu fosse escritora, hoje aproveitaria para terminar todos os livros começados. Como sou apenas aprendiz, termino esse escrito e vou descansar, a arte me consumiu hoje.

 

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segunda-feira, dezembro 05, 2011

“Enumerado”

 

 

Dando continuidade, pois tenho ainda muitos outros diários para apresentar...

 

III - A pior tristeza é a de não nos divertimos mais conosco.

Pela lógica da criança, (somente elas são coerentes), se deve rir de qualquer coisa, de qualquer susto; de qualquer nariz vermelho; de qualquer cachorro se coçando com as patas traseiras...

A alegria infantil é a mais dançante, a mais mágica, a mais divertida.

Quando uma criança ri seu ingênuo e imaculado sorriso, uma parte do céu se abre, e muitos anjos descem para as contemplar .

Momento propício para mandar recadinhos lá para cima.

Aproveito para enviar muitos beijos e dizer que sinto saudades...376806_171337579629401_100002594807888_295594_1025553733_n[1]

domingo, dezembro 04, 2011

“Mais Corações”

anjo

 

A característica dos escritos desse diário, é a busca por modelos de seres humanos que se entregaram de corpo e alma a arte de escrever.

Anseio encontrar a estrada que eles palmilharam.

(Cora Coralina).

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”

Ela tinha toda razão: eu seria imensamente feliz se já tivesse aprendido o que arduamente tenho tentado ensinar.

Ter o remédio nas mãos não é garantia alguma de cura!

(Teilhard de Chardin)

“Você não é um ser humano que está passando por uma experiência espiritual. Você é um ser espiritual, que está vivenciando uma experiência humana”.

Desde que meus olhos leram essa máxima passei a viver diferentemente. Essas palavras revolucionaram meu interior. Pois meditei assim: - e se acaso foi assim que aconteceu?

Isso bastou para que eu tentasse visualizar, como foi que tudo se passou... A descrição abaixo é o resultado…

Um dia eu passeava pelos jardins celestiais em companhia de Deus, conversávamos enquanto Ele passava tudo em revista, olhava os procedimentos dos homens na terra. Eu nem olhava nada, estava encantada em olhar para seu rosto. Ele chamou minha atenção para algumas cenas que se desenrolavam. A contragosto tirei meus olhos do seu perfil e olhei o que Ele apontava.

Pessoas riam, parecendo-me tão felizes quanto eu. E Ele mostrou-me do outro lado, como se separados por uma fina cerca, de fios finos e frágeis, pessoas chorando e amaldiçoando a própria vida.

Num vaivém interminável, pessoas surgiam e desapareciam, dando lugar a outros rostos, outras famílias. O mais estranho é que seus rostos me eram familiares.

Eu não sabia seus nomes, nem onde as tinha visto. Não me recordava de já ter saído algum dia do paraíso.

De repente Ele interrompeu meus pensamentos e falou, sem chove e nem molha. Pois me esqueci de dizer, eu era íntima Dele, por isso mesmo Ele falava sem precisar usar de cerimonias comigo, e disse:

- preciso que vás lá para baixo e encontre cada uma dessas pessoas que estais vendo daqui de cima. Olhe bem suas faces para que não esqueças.

Quero que as encontre uma a uma. Guarde suas fisionomias, alguma característica, pois terás que as reconhecer depois.

Daí Ele separou um grupo bem grande e disse:

- cuide de cada uma como se cuidasse de você mesma. Redobre o cuidado para não criares mais problemas aos que elas já possuem. Vá e me ajude, ajudando-as! Dou-lhe a mesma liberdade que dei a elas, portanto dou-lhe o livre arbítrio e o que fizeres lá, será feito aqui.

Senti-me feliz por ter sido escolhida para uma missão tão importante. E disse-lhe: - farei conforme a Vossa Vontade.

Ele abençoou-me e começou a me instruir, depois me avisou que assim que eu descesse, esqueceria completamente nossa conversa, mas completou... “soprarei sobre ti Meu Espírito e Ele te instruíra a respeito de tudo”. E ali mesmo ele me deu o primeiro sopro do Espirito e eu nasci.

Durante anos e anos senti no coração o que devia, e o que não devia fazer, eram os tempos da inocência. E eu não me esquecera de onde eu viera e para onde gostaria de voltar. E fui crescendo e aos poucos me afastando da inocência.

E não durei muito tempo, eu e o mundo nos tornamos um só em pouco tempo. E eu ansiava por tudo o que ele tinha para me oferecer.

Envolvi-me inteiramente com ele. Aos poucos fui perdendo minha audição. E não durou muito e eu já não enxergava mais tão bem, nem com óculos.

Minha carne tomou ascendência sobre o meu espírito. Quanto mais eu experimentava o sabor do mundo, mais e mais esquecia a promessa.

O tempo levou o meu senso de responsabilidade, e assim fui falhando com a minha missão. Estava já entristecendo as pessoas que jurara a Deus fazer sorrir.

Havia tanta urgência da minha parte em encher os celeiros, que eu deixara as pessoas de lado, e ficara totalmente concentrada em atividades febricitantes.

Fui desperdiçando os anos que me foram conferidos. Fazendo algumas pequenas tarefas; quando me dava ao luxo de ouvir. Outras vezes sei que foi preciso o envio de mais anjos para que pudessem me ajudar a consertar a bagunça que eu causava.

Foi preciso enviar outros para me resgatarem…

Eu me perdera, por sorte eles exerceram bem seu trabalho, e através deles descobri novamente que eu vim para uma determinada missão. Acabei até recordando a conversa que tive um dia naquele jardim.

Que bom que lembrei, vou correr. Sei que ainda dá tempo de ser anjo na vida de alguém.

Agora consigo entender uma porção de coisas que não entendia antes…

sábado, dezembro 03, 2011

Diário “Amontoados de coisas”

  

            Como se abrisse uma gaveta e jogasse tudo que eu não soubesse que destino dar, assim será essa pagina (14de junho2010). Os diários estão amontoados e abarrotados, discrepantes e ilógicos em seus conteúdos, por isso socarei assuntos novos, convicta que em breve estarão misturados. Vou abrir esse espaço, como se ele fosse, uma enorme caixa vazia de chapéu. Grande o suficiente para que eu coloque tudo aquilo, que eu não encontro gaveta apropriada para colocar.

Caixa, tipo depósito temporário. Daquelas que se vai enchendo e prometendo analisar futuramente, quanto à utilidade ou funcionalidade.

E como tudo tem uma razão lógica, mesmo que oculta, os motivos que me fazem criá-lo, deve-se à confusão das emoções presente. Alguns sentimentos estão tão nebulosos, que achei por bem reservá-los. No momento me parecem sem pés e nem cabeça, tipo aberração. Numa hora qualquer de folga, dou uma passadinha por aqui, para tentar organizar. Isso quando eu já estiver conseguindo ver o que fica e o que é dispensável.

Por enquanto vou escrever para esvaziar minha memoria, expurgar ansiedade, e encontrar-me no fundo de mim mesma.  

                  

            A gente sofre tanto em determinados momentos, assim que o tempo passa também nos adverte a respeito da inutilidade do sentido. Chega-nos até a sensação de que demos demasiada importância para pouco ocorrido.  Quem sabe esse diário não é mais uma mania que nós mulheres temos de guardar nossas coisas em caixas de chapéu.

            Vou buscar algo mais, e espero que faça mais sentido que a narrativa inicial.



            Infelizmente tornei-me a louca

Aquela que tropeça em estrelas

            Que bêbada vai caminhando,

Fingindo manter a firmeza das pernas.

Que vai abrindo novas estradas

Numa procura urgente

Pela saida do labirinto.









sexta-feira, dezembro 02, 2011

Porções de Deus


Agora quero depositar carinhosamente algum assunto do diário “Porções de Deus”, devo admitir, tenho muito carinho por esse espaço. Sinto em meu coração que deixei o “diário de Orações” como um local separado para o meu encontro com Deus, e o diário “Porções de Deus”, foi Ele quem suscitou , escolheu, e separou, para um ponto de encontro comigo.  

Vou ver se encontro algo que explique melhor.

“O Senhor experimenta os escolhidos no fogo da aflição”.  Isso parece mais uma condenação, mas não é! Essa frase é de um salmo e vejo que se aplica mesmo a cada um de nós, seres viventes. Sinto, mesmo nos momentos do fogaréu, que se o Senhor segurasse e impedisse as dores de chegar até a mim, eu me tornaria indolente e preguiçosa.

Sei que esse experimento é mais para minha análise, do que pra Ele. Não acho que Ele precise desse teste. Eu sim preciso saber até onde eu posso ir, e o quanto o meu amor por Ele me leva adiante.

Feliz do homem e da mulher que são experimentados por Deus, e que reconhecem o tempo em que estão sendo visitados. Para reconhecer, só estando muito próximo. Isso demanda em qualidade e quantidade de tempo gasto em Sua companhia.

Não vejo como discernir os acontecimentos em minha vida, se não recorrer ao “Manual para uma vida mais espiritual”. Esse manual narra minhas experiências, mas faz algo superior, apresenta-me a constância da presença de DEUS em todos os momentos de minha vida.

É Ele o Amor retratado!  Cada vez que falei de amor, não me referi a um amor corriqueiro, banal, meio sem eira e nem beira. Era a Ele que eu me referia e ao seu Amor libertador. Libertador já que me faz desejar ser melhor.

Torno-me nova criatura com seu Amor...

Com Ele eu consigo andar descalça até em meio às pedras ou brasas acesas, pois Ele sabe onde me levar sem que eu machuque as plantas dos meus pés.

Como o Senhor Deus insiste em afirmar que sou a menina dos seus olhos, acabei acreditando nisso, e agora sei que não preciso me precipitar, e nem perder a calma. Tudo vai bem!
quinta-feira, dezembro 01, 2011

Isso é vampiro...



Tentava assistir um filme de enredo vampiresco, cheguei longe, apesar da quantidade de sangue e de outras barbáries, eu tentava aprender como reconhecer um vampiro e como me livrar dele. Embora não acredite muito no visual daqueles que os filmes apresentam, nem o ator principal acreditava. Parei assim que começaram as atitudes típicas dos vampiros, e vim escrever para não esquecer as coisas que consegui concluir a respeito do assunto.

Primeiro eles vivem em pequenos grupos. Procuram apoio do grupo de iguais, só para se beneficiarem. São aduladores e adulados, geralmente um está usando o outro em beneficio próprio. Claro está que eles trocam energias negativas entre eles.

É preciso muita atenção, pois sempre existe o vampiro chefe, o sugador mor. Sua fisionomia é descolorida e pálida, por isso tanta necessidade de sangue alheio, mas ele ou ela é bem esperto, pois geralmente apelam aos seus direitos adquiridos, por tempo de serviço, ou por sua capacidade de dominar as pessoas tímidas e educadas, que não conseguem nem mandá-los para o inferno, e por isso se submetem.

Nem todas as energias sugadas durante suas vidas, consegue lhes dar brilho e prazer, vivem como sombras. São sombras nas cadeiras, nas ruas, no palco da vida. Apenas sombras vestindo capas.

Para vencer esse tipo de sanguessuga nem é preciso bala de prata ou estaca no coração, é preciso esperteza e atenção redobrada, e acreditar que eles existem; ninguém acredita em sua existência e eles contam isso como vantagem, pois quando são descobertos e desalojados de suas zonas de conforto, seus reinados terminam.

O melhor mesmo é orar para que essas pragas não cheguem perto da gente, quem precisa de sugador de energia?

Pode até demorar pra se desmascarar um vampiro, mas eles costumam cometer erros bobos e acabam por ser descoberto, o jeito é ter paciência e manter distancia.
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Mulheres em Trânsito
Sou alguem que aprendeu enfim a penetrar na profundidade do meu eu. Tenho descoberto diversos tesouros escondidos Coisas que quis ser e não fui. Como ainda respiro, provando estar viva, vou ser o que quero ser. Não sei se isso explica quem sou eu. Pois nem que eu usasse os 1200 caracteres permitidos, conseguiria dizer quem sou eu. Sou criança ainda estou aprendendo.
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