terça-feira, maio 31, 2011

Sou o que sou e dai?

O maior erro que cometemos é o de invadir, e com supetão, o universo do outro.
E imediatamente começar a mecher aqui e ali. E já desarrumar o que estava arrumado pelo dono ou dona da casa. Geralmente entupimos a residencia, com coisas e excessos nossos. Um dia a casa não aguenta e explode, e vai tudo para o alto, coisas nossas, coisas minhas, coisas dele ou dela.
Quer saber somos o que somos, nascemos assim, com nossos erros e defeitos, que arrumados por nossas proprias mãos, tornam-se o melhor lugar do mundo para estar. Como não ser o melhor lugar? Ele é o melhor do melhor de mim.
quarta-feira, maio 25, 2011

Me Chamam; A Esperança...

A frase do título e a figura abaixo,foi a finalização de um discurso no site da Maju, gostei. E tirei minhas conclusões...


A esperança é:

Guerreiro forte, de passos resolutos, que segue iluminando e vigiando o caminho que ainda vou percorrer.
Sem a luz, a força e a guarda da Esperança, fico parada na metade do caminho, até que ela venha me buscar.
Dizem por ai, que em uma batalha ela é a última que morre. Ainda Bem!








terça-feira, maio 17, 2011

Viagem ao fundo da terra...






Me virei no avesso e descobri mais de uma mulher vivendo em mim. Surgiu à religiosa e a espiritual; a descrente e a carola; a santa e a prostituta. Alinhavei e costurei em milhares de papeis e telas suas prosas e brigas. Foram milhares de escritos gritados, alguns vomitados e dito ao mesmo tempo. E defendia seu ponto de vista aquela que acreditava sem tirar e nem por, com a outra eu que achava tudo uma bobageira sem igual.


Ao colocar as moradoras do subterrâneo para fora, acabei confrontando mentira e verdade, amor e ódio. E tive que rir e chorar ao mesmo tempo. Acabei de repente com a paz aparente. Provoquei discórdia e não me arrependi.

Despi a alma falsa e fiz à verdadeira assumir seu lugar no trono. O resultado é que sou hoje a minha mais pura imagem. Sou a soma de todas elas, e não as mataria. Deixei o melhor da má na boa, só para que a boa não se transforme em boba. A carola não gostou, mas hoje conheço a diferença entre a minha opinião e as impostas. A espiritual surgiu a tão pouco tempo, que ainda estou tentando entendê-la; para isso foi preciso deixar a mulher descrente como defensora pública. A prostituta que surgiu, foi apocalíptica, travou batalhas memoráveis. Questionou verdades aprendidas das sentidas, foram esses os momentos que mais chorei e ri, ao mesmo tempo.

Não faço à mínima ideia do número de caracteres que foram usados para me virar ao avesso, mas valeram todos. Tornei-me melhor do que antes. Sou testemunha de minha transformação. Se comparasse a uma viagem eu diria que continuo dando viagem ao redor do mundo e já ultrapassei até algumas partes do espaço cideral. (quanto tempo não ouvia a palavra cideral)

Admirável viagem ao fundo de mim mesma. Sinto-me renovada.

quinta-feira, maio 12, 2011

Onde andas alma minha?












Como uma águia solta na imensidão, tendo o universo como pátrio poder.


Semelhante a uma manada de búfalos em disparada

Tal e qual a serpente do deserto à espreita

Assim se encontra minh´alma.

Não há mais quem a domine

Não aceita mais interferências

Libertação ou abandono?

Nem quero definir.

Voa alma minha

E quando cansares de bater suas asas

Repouse sobre o penhasco

Adormeça na planície

E nem se apresse em voltar

Deixe que eu vá me virando sozinha

Afinal de contas nascestes livre

Tomastes o controle de volta

Quis mantê-la subjugada

Aprisionei-a por longo tempo

Mas foi um segundo de distração e partistes

Que posso eu?

Soberanamente conquistastes o mundo

Levantar-me ei diariamente

Andarei entre a multidão

Farei as mesmas coisas que sempre fiz

Mas estarei destituída de alma

Será que notarão a diferença os que comigo convivem?

Peço-te como um favor

Visite-me algumas vezes

Prometo não enjaulá-la

Venha me ver de vez em quando

Para que eu não me transforme em fantasma

Para que um sopro não me extermine

Meu corpo sem você é um amontoado de ossos

Mas não tenha pressa, ainda tenho forças para permanecer de pé

Mas não me esqueça, ou tornar-me ei demente.

Quero ouvir a respeito das coisas que vivencias

Quero embalar-me em suas histórias

E alegrar-me com sua alegria

Vá menina e alcance as estrelas

Sei que esta é a sua meta

Não se aflija por mim

Poderei aguentar sabendo que és feliz.

sexta-feira, maio 06, 2011

Só rindo...

Entrei na internet e fui direto para os e-mails. Gosto de começar o dia depois deles. Assim como gosto de ouvir e ver o amanhecer em primeiríssimo lugar, pois ali mesmo aproveito para agradecer a Deus pelo privilégio de viver. Voltando aos e-mails, a não ser um, de uma pessoa real, os demais eram propagandas. Poxa me dei conta de que eles me encontraram, e me querem mais que os amigos, ou familiares. Pura constatação, sem magoa alguma, pois não posso receber nada, se também não envio nada a ninguém. "As pessoas pegaram medo de mim, ando enviando vírus"!

Quando foi que nos afastamos tanto uns dos outros?

Engraçado é as pessoas acharem que estão todas juntas. Eu mesma cheguei a pensar isso: "que a tecnologia nos unira".  Constato porem, que a rede facilitou nossa comunicação, quanto à proximidade, nos distanciou.  
A favor do marketing e da propaganda devo admitir é o lugar perfeito, e trabalhar é preciso. Nada contra voces, eu até os add foi por isso que me encontraram!

Voltando ao único e-mail, ironicamente dizia:
“Olá...! Peço que não envie mensagens para mim, pois minha CPU queimou a placa mãe”!

A vida parece uma baita coincidência. Só rindo...





domingo, maio 01, 2011

http://carlosmorandi.blogspot.com/2011/04/canteiro-de-sol.html

Meninas eu não resisti; (tive que publicar na íntegra), espero que voces tambem não resistam e leiam até o fim. Insisto em  rogar que terminem as leitura, por observar uma tremenda falta de concentração nos novos leitores.  A razão: excesso de informações.


 
                     Creiam-me, esse poema vale toda vogal e consoante nele contido.




quinta-feira, 28 de abril de 2011  Canteiro de sol


Eu sei que muitas vezes tu te ocultas atrás do sereno de tuas lágrimas para que a própria noite não revele tuas incertezas ao dia que vai nascer.

Eu sei que te envolves em teu próprio corpo e cinzelas a tua própria estátua de solidão na penumbra opaca de tuas ansiedades.

Eu sei que não te acordas quando imerges no teu mais profundo sono de não mais acreditar em tudo aquilo que te despertaria para a felicidade.

Eu sei que tu sabes que todos têm as suas angústias, e nem assim te absolves das penitências que aplicas ao teu próprio coração.

Eu sei que tu vagas nas entranhas das impaciências humanas, enquanto poderias planar nos arremessos das coragens ocultas do teu ser.

Eu sei que tu teimas contigo diante de todos os testemunhos que murmuram nas verdades do teu íntimo.

Eu sei que te perdes mais do que te encontras, com medo de tudo aquilo que imaginas não mais haver dentro de ti.

Sim, eu sei das tuas dores e vim te envolver em meus braços. E se quiseres chorar, chora o quanto teu poço ainda tem dessa água amarga.

Sim, eu sei das tuas debilidades e vim te cobrir com a lã do meu amor; e se quiseres dormir, dorme em mim todos os sonos que ainda cobrem teus olhos.

E não te dês às explicações diante dos meus braços, pois bem sei o quanto é frágil a expectativa humana sem o amparo do espírito.

Portanto, agasalha-te agora com os fios prateados da madrugada, e se quiseres acolher-te ainda mais, aninha-te no abraço que te trago das estrelas.

Contudo, ao acordares, ergue-te com a dignidade dos justos e segue com a solenidade dos determinados. Planta teu passo no caminho, como quem planta sementes de sol.

E eu continuarei aqui, te olhando desenhar horizontes, recortar mantas de noites claras, sorver taças de sereno, sorrir para o sorriso de um novo dia e entregar-te à mansidão das certezas.

Tu podes, antes de adormecer em mim, indagar-me porque vim até a ti. E eu te responderei que vim do meu olhar, apenas isto. Uma vez que em meus olhos trago a lágrima de todos os olhares perdidos.

Sim, eu vim do meu olhar. Porque ele está sobre todos aqueles que, mesmo com suas debilidades e medos, ainda crêem no meu retorno à humanidade.

Agora vem. Descansa aqui junto a mim...

© Copyright 2011 - Carlos Morandi - Fundação Biblioteca Nacional




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Mulheres em Trânsito
Sou alguem que aprendeu enfim a penetrar na profundidade do meu eu. Tenho descoberto diversos tesouros escondidos Coisas que quis ser e não fui. Como ainda respiro, provando estar viva, vou ser o que quero ser. Não sei se isso explica quem sou eu. Pois nem que eu usasse os 1200 caracteres permitidos, conseguiria dizer quem sou eu. Sou criança ainda estou aprendendo.
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